Higienização com ozônio: tendência ou necessidade em tempos de vigilância reforçada?
Em um cenário de maior fiscalização sanitária, técnicas modernas de higienização estão ganhando espaço em serviços de alimentação. Uma das mais comentadas é a higienização com ozônio, adotada por indústrias, restaurantes e deliveries. Mas será que ela é apenas uma tendência ou uma necessidade real?

O que é a higienização com ozônio?

O ozônio (O₃) é um gás naturalmente presente na atmosfera, com alto poder oxidante, capaz de eliminar bactérias, fungos, vírus e até resíduos de agrotóxicos.

Na indústria de alimentos, ele pode ser utilizado na forma gasosa ou diluído em água, sendo aplicado para higienizar:

  • Frutas e hortaliças
  • Utensílios e equipamentos
  • Ambientes e superfícies
  • Água de processo

Quais são os principais benefícios?

  • Alta eficácia antimicrobiana: elimina microrganismos como Salmonella, Listeria e E. coli sem deixar resíduos tóxicos.
  • Substituição de produtos químicos: reduz a dependência de sanitizantes como o hipoclorito.
  • Mais sustentável: o ozônio se decompõe em oxigênio, sem deixar resíduos no alimento ou ambiente.
  • Processo mais ágil: o tempo de ação é inferior ao dos métodos convencionais.
  • Maior vida útil: ajuda a conservar produtos frescos por mais tempo, reduzindo a deterioração.

Existe regulamentação para uso do ozônio?

Sim. A Anvisa autoriza o uso de ozônio desde que seja tecnicamente validado, com controle de concentração e tempo de exposição. Os equipamentos devem ser certificados e registrados, e o uso deve seguir as Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Referência: RDC nº 275/2002 – Anexo I (item 7.2), além de outras normas complementares.

Quando vale a pena investir?

O uso de ozônio é altamente recomendado para:

  • Indústrias e cozinhas com grande volume de produção
  • Estabelecimentos que trabalham com alimentos crus, como hortifrútis e sucos
  • Negócios que buscam diferencial competitivo com foco em segurança alimentar
  • Empresas submetidas a auditorias sanitárias frequentes

Limitações e cuidados

  • Treinamento da equipe: é essencial garantir o uso correto e seguro dos equipamentos.
  • Toxicidade em alta concentração: o ozônio exige monitoramento ambiental.
  • Complementaridade: ele não substitui etapas como a lavagem inicial e seleção de alimentos.

Conclusão

A higienização com ozônio já é mais do que uma tendência: tornou-se uma solução eficaz e segura para estabelecimentos que desejam se manter competitivos e alinhados às exigências da vigilância sanitária.

Quando usada corretamente, essa tecnologia contribui para a segurança dos alimentos, reduz custos com produtos químicos e fortalece a imagem do negócio junto ao consumidor e aos órgãos fiscalizadores.

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